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Cirurgias eletivas: como a pandemia afetou os pacientes

A pandemia do novo coronavírus causou uma série de mudanças em diversos setores. Nesse sentido, claro, o atendimento médico foi um dos mais afetados. E as cirurgias eletivas, aquelas classificadas como não urgentes, perderam espaço.

Antes de mais nada é preciso entender o motivo. Por mais simples que sejam, esses procedimentos quase sempre exigem internação.

Dessa forma, as autoridades entenderam que desmobilizar um leito poderia significar falta de atendimento a um paciente com Covid-19.

Nos hospitais privados, onde a falta de leitos chegou a ser pior no pico da pandemia, ocorreu o mesmo.

Aqui vão alguns exemplos de operações classificadas como não urgentes.
Um procedimento para correção de miopia, a laqueadura ou mesmo a retirada de uma hérnia.

São cirurgias que não precisam ser realizadas em um determinado espaço de tempo. Em outras palavras, a vida do paciente não está em risco.
Contudo, não é preciso ser médico para saber que o adiamento delas causa impacto.

Primeiramente na qualidade de vida.

Um paciente com miopia tem limitações para dirigir, por exemplo.

Um trabalhador com hérnia sofre sempre que precisa carregar peso.

E uma mulher à espera da laqueadura pode ter uma gravidez indesejada.

Nesse sentido, ainda é preciso analisar o impacto da espera no agravamento clínico.

Problemas de saúde corrigíveis por cirurgia eletiva não param de ocorrer por conta da pandemia.

Dessa forma, o risco de o quadro piorar e o paciente precisar de um procedimento urgente sobe.

Como resultado, a comunidade médica busca uma forma de conciliar as duas coisas.

Manter uma retaguarda de atendimento para possíveis casos graves de Covid-19.

E, do mesmo modo, atender quem está na fila de espera por uma cirurgia eletiva.

Isso ocorreu ao longo de 2020, durante o período em que casos e internações diminuíram.

Cirurgias eletivas antes da pandemia

O cenário ruim por conta da Covid-19 não significa que o sistema de saúde não tinha problemas antes dela.

A fila por cirurgias eletivas era um dos mais graves gargalos do SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2019, como estratégia para reduzi-la, o governo federal lançou um programa para ampliar o acesso aos procedimentos.

Nesse sentido, a União repassou recursos aos municípios e hospitais filantrópicos.

Como resultado, 2,4 milhões de procedimentos foram realizados gratuitamente.

O Ministério da Saúde previa o dobro para 2020.

Com os leitos hospitalares bloqueados, contudo, o projeto acabou suspenso.
Orientações

Para o Conselho Federal de Medicina, deve prevalecer a prevenção.

A prevalência de doenças crônicas (cardiovasculares, diabetes e câncer) e outras exigem tratamento cirúrgico.

Dessa forma, a entidade recomenda que a pessoa procure atendimento médico se houver sintomas.

Ao longo do primeiro ano de pandemia, as unidades de saúde foram preparadas.

E seguem prestando atendimento ambulatorial e de urgência para outras doenças.

Caso um quadro considerado eletivo se torne urgente, o médico tem a palavra final.

E o paciente pode, sim, ser submetido a uma cirurgia. Mesmo no período pandêmico.

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